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30/06/2009 - 13h58
tratamentos | Redação Meia Fina

Tireóide

A tireóide é uma glândula do nosso corpo que merece atenção redobrada. Problemas relacionados ao seu mau funcionamento são cinco a dez vezes mais freqüentes em nós mulheres do que nos homens. Fique atenta! Quanto mais cedo for detectado o mal, maior a chance de cura.

A tireóide se localiza na região de nosso pescoço

Fatores de risco

Disfunções na glândula podem ocorrer em qualquer faixa etária, mas as chances aumentam progressivamente com a idade. Mulheres que já chegaram aos 35 anos devem obrigatoriamente incluir as dosagens de seus hormônios (TSH, T3 e T4) na rotina de exames médicos.

O fator genético também é relevante. Portanto, se a sua mãe ou a sua avó já apresentaram algum problema, os cuidados precisam ser ainda maiores. Comunique o fato para seu médico e ele fará um acompanhamento mais freqüente.

As doenças da tireóide

A glândula que apresenta distúrbios produz hormônios de forma desequilibrada, gerando as seguintes complicações:

Hipotireoidismo: É o mais comum, afetando 5% de toda a população feminina. A glândula trabalha menos e, conseqüentemente, o organismo fica mais lento.

Os sintomas são diminuição dos reflexos e da memória, desânimo, excesso de sono, ganho de peso, pele seca, unhas fracas, queda de cabelos, prisão de ventre e até cãibras. Aumento do colesterol e dificuldade de engravidar também podem estar associados.

O tratamento consiste na reposição dos níveis baixos de hormônios por meio de medicamentos. Ao acertar a dosagem hormonal para cada pessoa, os sintomas costumam melhorar em pouco tempo.

Hipertireoidismo: ao contrário do anterior, o organismo se acelera.

Os sintomas são palpitações, nervosismo, insônia, olhos irritados, tremores nas mãos, suor excessivo, aumento do apetite, porém, com perda de peso e alterações no ciclo menstrual. Novamente pode surgir a dificuldade de engravidar.

No hipertireoidismo o tratamento pode acabar sendo um pouco mais complicado. Além do remédio para equilíbrio hormonal, algumas pessoas precisam se submeter ao tratamento com iodo radioativo ou mesmo a uma cirurgia.

Bócio: ocorre um aumento da tireóide, em toda a extensão da glândula, ou em um ou mais pontos localizados, caracterizando-se como nódulos.

Em alguns casos o aumento é bem visível, em outros ele só pode ser observado apalpando a região ou através da ultra-sonografia. Sintomas como falta de ar ou dificuldade para engolir podem aparecer e os desequilíbrios hormonais podem estar ou não presentes.

O tratamento dos nódulos varia conforme a avaliação médica. Na maioria dos casos eles são benignos e bastam ultra-sonografias periódicas para acompanhar sua evolução. Quando eles são grandes ou malignos é necessário removê-los através de cirurgia. Tratamentos com iodo radioativo, injeções de álcool e medicamentos para controle hormonal também podem ser necessários.