Você põe seu biquíni novo, acha que vai pegar um bronzeado e de repente se vê “empipocada” por bolinhas vermelhas e com uma coceira incontrolável? Pois saiba que você pode estar sendo vítima de uma doença com um nome difícil: erupção polimorfa à luz solar. Facilmente confundida com alergia a protetor solar, alimentos, areia, ou até mesmo ao mar, ela aparece quando a pessoa se expõe demais ao sol, ou seja, no verão.
Os casos são cada vez mais freqüentes e tem a ver com uma mudança de comportamento. “Antigamente a exposição ao sol era feita de uma forma mais gradativa. Havia mais tempo para fazer atividades ao ar livre e tomávamos mais sol ao longo do ano. Hoje em dia, o contato é feito em menos tempo e de uma forma mais intensa”, explica o dermatologista Lincoln Fabrício.
O diagnóstico é difícil, já que as pessoas só desenvolvem o problema quando estão ao ar livre e na hora da consulta ao médico já não apresentam os sintomas. Por isso é preciso ficar de olho na forma como a alergia aparece.
O dermatologista diz que há formas de identificá-la. “O prurido aparece geralmente no segundo ou terceiro dia de exposição ao sol, não causa nenhum outro sintoma como febre e atinge principalmente o colo, tórax, braços, coxas, ombros e virilha”.
O tratamento inclui medicamentos e exposição à luz. “O paciente toma remédios que baixam a fotossensibilidade e também é submetido a sessões de fototerapia em cabines especiais que emitem raios de luz. São necessárias 10 sessões, duas vezes por semana”, recomenda o médico.