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Comida saudável, please!

por Bianca de Nova York

O país do hamburger e da batata frita abriu definitivamente as portas para os alimentos saudáveis. Se há alguns anos era preciso gastar sola de sapato e ainda pagar caro para comer saladas e frutas, agora elas estão por toda parte.


É comum ver os americanos se deliciando com pratos de saladas pelas ruas na hora do almoço. Nos restaurantes, o mais comum é enfrentar uma fila para montar o seu próprio prato com grande variedade de legumes e verduras. Nos coffee shops ou nas tradicionais delicatessens (aqui apelidadas de delis) elas já vem prontinhas. O preço de um prato varia em média entre 8 e 14 dólares.


As frutas não ficam para trás. Pêssego, framboesa, cereja, melancia, melão e morangos podem ser encontrados com facilidade. Um potinho pronto com pedaços de frutas sai entre 5 e 10 dólares.


Mas a guerra contra os alimentos gordurosos não se resume ao aumento da oferta. A questão já virou obrigação, prevista em lei. Em Nova York, uma determinação publicada no fim de julho exige que restaurantes de grandes redes descrevam no cardápio a quantidade de calorias de cada refeição. Isso mexe no bolso de mais de 2 mil estabelecimentos que precisam se adaptar para não pagar uma multa de até 2 mil dólares. Questionamentos não faltam e muitos empresários lutam para derrubar a ordem.


Além disso, a tão falada gordura trans também está na mira dos americanos. Recentemente o governo de Nova York e de Los Angeles aprovou uma lei obrigando restaurantes a banir a gordura hidrogenada. Um sinal de que não só empresários, mas a população conhecida pela “junky food” vai precisar se adequar a um novo tipo de dieta


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