Tudo bem: no Brasil, a chegada do inverno pode não significar grandes mudanças para muita gente. Algumas pessoas vão precisar, no máximo, de um casaquinho para usar à noite, quando esfriar um pouco. Em compensação, tem quem não vá conseguir sair de casa sem ao menos três blusas, duas calças, cachecol, touca, luvas... Mas se proteger do frio e dar atenção especial a pele e cabelos não são os únicos cuidados que o inverno exige. Para garantir o bem-estar nos próximos três meses, é preciso estar atento também ao seu psicológico, afinal com o inverno aumentam os casos de depressão.
Isso mesmo. Inverno e depressão têm um pouco a ver, sim. Uma das características dessa estação é a menor duração dos dias. Com menos exposição à luz solar, mudanças neuroquímicas acontecem, mexendo nos níveis “normais” de serotonina e melatonina, por exemplo, que regulam o humor, o apetite e o sono. As pessoas começam então a apresentar sintomas semelhantes aos da depressão, mas assim que chega a primavera, o ânimo retorna. É a depressão de inverno ou sazonal, muito comum em países de latitudes superior a 50?, mas também presentes em países como o Brasil, que chegam a latitudes inferiores a 30?.
O distúrbio, que afeta geralmente pessoas entre 20 e 40 anos, majoritariamente mulheres, é caracterizado pela sonolência, falta de motivação, aumento de apetite, especialmente para carboidratos e doces, ganho de peso e tristeza. Os sintomas aparecem com mais intensidade entre o final de tarde e o início da noite.
Quem sofre de depressão sazonal, em geral, melhora espontaneamente. Porém, uma boa alternativa é pocurar terapias corporais para ajudar a alivias os sintomas através do relaxamento e da liberação de energia guardada.

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