Vem ano, passa ano e a lipoaspiração continua sendo o procedimento mais indicado para quem quer se livrar daquelas gordurinhas localizadas que não cedem com dietas nem exercícios.
Mas desde que foi criada na década de 70 pelo francês Yves Gerard Illouz, a popular técnica passou por aperfeiçoamentos e ganhou inúmeras derivações, o que acabou por gerar confusão e dúvidas em muita gente.
Qual é a diferença entre lipoaspiração e lipoescultura? O que é hidrolipo, lipolight, e outros tantos nomes diferentes que passamos a ouvir recentemente?
Com pequenas variações aqui e ali – em geral visando facilitar a retirada da gordura - a verdade é que todas elas utilizam o mesmo sistema de cânulas da lipoaspiração convencional. Todas, sem exceção, são procedimentos cirúrgicos, que exigem anestesia, internação, cuidados hospitalares adequados e um pós-operatório cuidadoso.
Segundo o cirurgião Ivan Abadesso, a escolha do melhor procedimento envolve uma série de fatores: o perfil da paciente, seus anseios, qual deles será menos invasivo, qual técnica o cirurgião costuma utilizar, seus riscos, benefícios, entre outras questões que só poderão ser avaliadas pessoalmente pelo médico.
“As dúvidas existem e sempre vão existir. Cabe a nós, cirurgiões plásticos, esclarecer todas as questões. Não pode existir pressa para a realização da cirurgia”, alerta o profissional.
Por isso, Abadesso reforça que conhecer bem o cirurgião é um ponto extremamente importante, e este deve ser escolhido preferencialmente por indicação de outro médico, familiares ou amigos. Deve-se verificar também se o profissional é membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (bem como sua categoria na mesma: aspirante, associado ou titular) e se ele opera em locais com condições de suporte integral a vida, com CTI e equipe igualmente habilitada e treinada.
Seja qual for o tipo de lipo escolhida, vale a mesma regra: “Os volumes aspirados não devem ultrapassar 7% do peso corporal quando utilizada a técnica infiltrativa, ou 5% para a técnica não infiltrativa”, revela o cirurgião.
Abaixo, confira uma explicação resumida sobre cada uma delas:
Lipoaspiração convencional
Indicada para a maioria dos casos, a não ser quando o cirurgião avalia possibilidades de distorção na área. A técnica utiliza infiltração salina e cânulas com calibres e comprimentos variados.
Duração: 1 a 3 horas
Anestesia: peridural com sedação ou geral
Pós-operatório: 10 a 15 dias para atividades normais e 3 a 4 semanas para a prática de exercícios físicos.
Lipoescultura
Usada quando é necessário melhorar o contorno de determinadas áreas e criar volume em outras. A gordura é retirada de alguns pontos e transferida para outros, tais como face, pernas ou glúteos.
Duração: 1 a 3 horas
Anestesia: peridural com sedação ou geral
Pós-operatório: 10 a 15 dias para atividades normais e 3 a 4 semanas para a prática de exercícios físicos.
Hidrolipo
Método infiltrativo que utiliza grandes quantidades de solução salina para ajudar na dissolução da gordura que será aspirada.
Duração: 1 a 3 horas
Anestesia: peridural com sedação ou geral
Pós-operatório: 10 a 15 dias para atividades normais e 3 a 4 semanas para exercícios físicos.
Lipolight
Indicada para aquelas pacientes que estão incomodadas com uma pequena barriguinha abaixo do umbigo ou um pequeno culote, por exemplo. A técnica só é usada quando há pouca gordura para ser retirada. O pós operatório é menos traumático e os custos também costumam cair.
Duração: 1 hora
Anestesia: peridural com sedação ou geral
Pós-operatório: 4 a 5 dias para as atividades normais e 15 a 20 dias para a prática de exercícios físicos.
Minilipo
Igualmente indicada para casos onde há pouca gordura para ser retirada. Utiliza basicamente o mesmo procedimento da lipoaspiração convencional, porém em um número menor de áreas.
Duração: 1 a 2 horas
Anestesia: peridural com sedação ou geral
Pós-operatório: 5 a 10 dias para as atividades normais e 15 a 20 dias para a prática de exercícios físicos.
Vibrolipoaspiração
Utiliza um aparelhinho especial chamado vibrolipo em conjunto com as cânulas tradicionais. Ele executa movimentos vibratórios e em várias direções para facilitar a dissolução da gordura.
Duração: 2 a 3 horas
Anestesia: peridural com sedação ou geral.
Pós-operatório: 10 a 25 dias para atividades normais e 3 a 4 semanas para a prática de exercícios físicos.
Lipomioescultura
Lipoaspiração que obedece a direção dos feixes musculares abaixo da camada gordurosa. A técnica promete maior eficácia na retirada de gordura (diminuindo as chances de uma segunda cirurgia ser necessária) e menos flacidez, uma vez que a destruição do colágeno durante o procedimento é menor.
Duração: 2 a 4 horas
Anestesia: peridural com sedação ou geral
Pós-operatório: 10 a 15 dias para atividades normais e 3 a 4 semanas para a prática de exercícios físicos
Lipo com jato de água
Igual a lipoaspiração convencional, porém associada à utilização de um aparelho que injeta uma solução para ajudar na emulsificação da gordura. O tecido adiposo se desfaz com maior facilidade e menor agressão, induzindo a um pós-operatório com menos dor, hematomas e inchaços.
Duração: 2 a 4 horas
Anestesia: peridural com sedação ou geral
Pós-operatório: 10 a 15 dias para as atividades normais e 3 a 4 semanas para a prática de exercícios físicos.
Lipo a laser
Como no caso anterior, as cânulas são associadas a um aparelho a laser que ajuda na emulsificação da gordura, facilitando sua retirada e um pós operatório mais tranqüilo.
Duração: três a quatro horas
Anestesia: peridural com sedação ou geral
Pós-operatório: 10 a 15 dias para as atividades normais e 3 a 4 semanas para a prática de exercícios físicos.
Fonte: Rojas Comunicação