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03/03/2008 - 12h07
Moda | Redação Meia Fina

Tamanho exato, conforto garantido

Se o seu sutiã aperta demais nas costas ou parece esmagar os seios, é provável que você esteja errando a numeração da lingerie.

Não precisa se envergonhar nem ficar chocada. A maioria das brasileiras comete erro semelhante por pura falta de opção.

É que poucas marcas levam em conta os diferentes biotipos na hora de produzir suas peças. Resultado: elas vendem sutiãs para quem tem costas estreitas e seios proporcionais, desconsiderando totalmente as peras, maçãs e triângulos invertidos que andam por aí.

O mesmo acontece com as calcinhas. Quem escapa às proporções áureas acaba usando uma peça que aperta, entra no bumbum ou marca o culote.

E pode até parecer propaganda das organizações Tabajara, mas, até que enfim, os nossos problemas vão acabar.

É que a Liz, indústria brasileira que exporta suas peças para 50 países, finalmente resolveu oferecer à consumidora brasileira o mesmo padrão de numeração que é obrigada a produzir para atender as consumidoras do resto do mundo, em especial as européias, que se negam a comprar e usar peças desconfortáveis.

Assim, a marca passou a abastecer o mercado nacional com sutiãs e calcinhas que obedecem às normas internacionais de conforto. E respeito, convenhamos.

A grade de numeração dos sutiãs leva em conta a desproporcionalidade do corpo e tem quatro variações de bojo, identificadas pelas letras ABCD, além dos tamanhos convencionais de largura das costas (40, 42, 44, etc).

Como a brasileira não está acostumada com esse sistema, a marca montou um projeto itinerante que vai percorrer algumas capitais para ensinar às mulheres a comprar seus sutiãs.

A programação inicial obedece ao seguinte calendário: 15/03 a 30/03, no Shopping Pátio Higienópolis, em São Paulo, e no Crystal Plaza, em Curitiba (PR); de 7/04 a 7/05, no Barra Shopping, no Rio de Janeiro; e de 17/04 a 17/05, no Morumbi Shopping, também em São Paulo.

Esperamos que a iniciativa da Liz seja copiada por todas as suas concorrentes. E que em breve esse desrespeito à mulher brasileira seja coisa do passado!