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Meu amigo, o pretinho básico

por Redação Meia Fina
Pretinho básico, ou melhor, pretinho de Chanel. A expressão já entrou em nosso dicionário cultural, não precisa nem falar que já sabemos o que é. Simples, leve, suficiente para aparecer sem qualquer esforço. Elegante por si só, suficiente para ser classificada como mulher de muito bom gosto.
 
O que torna o preto uma cor tão deslumbrante é a sua simplicidade, seu charme. Muitas vezes uma cor provocativa, mas que também pode transcender um mistério.
Ao usar um vestido preto, uma mulher deixa claro para qualquer pessoa: sou sofisticada e experiente.
 
Essa famosa expressão torna-se também uma ambigüidade: seu uso pode ser sombrio ou sedutor, modesto ou ousado, jovial ou chic. O pretinho básico é, sem sombra de dúvida, um dos melhores curingas para seu guarda-roupa.
 
Historicamente falando, o vestido preto não surgiu antes do século XIV. Nessa época ele simbolizava luto.Foi no século XX que Coco Chanel, famosa por criar peças elegantes e originais, populariza o vestido preto, que representa tudo o que ela simbolizava: modernidade, confiança e tranquilidade. "As mulheres da minha época não pareciam humanas. Suas roupas iam contra sua natureza. Devolvi-lhes liberdade, dei-lhes pernas e braços de verdade", afirmava Chanel. Em sua opinião, o pretinho tinha um olhar sempre para o futuro, era usado por figuras esbeltas, cabelos curtos, pernas nuas, melindrosas que bebiam gim e não aceitavam a moda da época, pois sentiam-se sufocadas com toda aquela roupa repleta de babados.
O filme "Bonequinha de Luxo", foi o momento ápice do pretinho, usado pela atriz Audrey Hepburn.
 
Por que será que o mundo gosta tanto de colocar o preto em seu guarda-roupa?
Pelo fato de ter esse suporte sedutor, atraente, misterioso e chique.
Além de tudo, o preto não engorda , não nos esconde, muito pelo contrário: nos deixa confortável e confiante. Mais do que uma roupa, tornou-se um estilo de vida.
 
por Patricia Fisbein 


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