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28/02/2009 - 19h10
Filhos | Redação Meia Fina

Socorro! Hora de dormir.

Criança relutando em ir para a cama, acordando várias vezes durante a noite, saindo sozinha do berço. Pais desesperados lutando para esconder as olheiras e o cansaço. Quem tem filho pequeno sabe que a hora de dormir pode ser um verdadeiro estresse.  O que fazer? Deixar a criança chorar até dormir? Ficar com ela até adormecer? Confira.

O sono da criança

A Dra. Eliana Kuchpill Branco, pediatra do Hospital Nossa Senhora das Graças em Curitiba explica que a rotina do sono está relaciona às necessidades de cada etapa do desenvolvimento e da criança em particular.

Os recém nascidos dormem em média de 20 a 22 horas e só costumam acordar se estiverem com fome ou com algum desconforto como dor, frio, calor, fralda molhada. 

A partir dos dois meses de idade o ritmo de sono muda e o bebê passa a dormir de seis a oito horas ininterruptas durante a noite e mais dez horas divididas ao longo do dia.

Por volta dos seis meses o bebê passa por uma nova mudança, dormindo de 10 a 12 horas durante a noite e mais as sonecas da manha e da tarde, um ritmo que permanece durante todo o primeiro ano de vida.

A soneca diurna tende a desaparecer por volta dos dois anos e a criança passa a dormir de 11 a 13 horas por noite.

Nos primeiros meses de vida do bebê as madrugadas poderão ser um pouco mais agitadas em virtude das mamadas noturnas. Mas em pouco tempo o espaço entre as mamadas torna-se maior e com isso os períodos de sono mais longos.

A angústia de separação

É aos oito meses que o sono pode se tornar um fator crítico para o equilíbrio familiar. Nesta fase a criança vive o que costuma-se chamar de “angústia de separação”.

Cada ausência da mãe é vivida pelo bebê com muita angústia pois ele ainda não tem consciência de que após cada separação existe o reencontro. Para ele, a hora de dormir representa um afastamento definitivo e não uma condição passageira.

Para fugir da angústia o bebê luta contra o sono, chora e chama os pais que quase instintivamente atendem os seus pedidos. Mas isto está certo?

A importância do dormir sozinho

A resposta é não. A Dra. Eliana explica que o sono deve ser um prazer por si só e deixar o bebê “chorar até dormir” pode ajudá-lo a perceber que pode adormecer por si próprio.

Esta capacidade de encontrar soluções para um problema sem a ajuda do adulto é importantíssima para a construção da personalidade da criança e para a formação da sua auto-estima.

É por isso que grande parte dos especialistas recomendam que, por mais doloroso que seja ouvir o bebê chorar e chamar pelos pais, o ideal é ser firme. Se um bebê de oito meses está bem alimentado, sem dor, frio ou calor os pais devem resistir a tentação de ceder a seus desejos.

O uso da chupeta, do paninho, de um ursinho é importante nesta fase pois são objetos que servem como substitutos da presença materna e ajudam o bebê a se acalmar.

Levar o bebê para dormir na cama dos pais é outro erro freqüente, ressalta a pediatra. “A divisão da mesma cama por pais e filhos é um procedimento associado a um grande número de problemas, como maior incidência de distúrbios do sono. Algumas pesquisas sugerem que este hábito interfere no desenvolvimento emocional da criança, afetando o sentimento de independência e o senso de privacidade. 

Organizar a rotina da criança e estabelecer certos rituais também pode ajudar.

Veja alguns conselhos para ajudar a criança na hora de dormir.