Mesmo que você não queira fazer de seu filho um grande pianista ou um exímio flautista, já pensou em usar a música para estimular o seu desenvolvimento? Cada vez mais pesquisas mostram a importância da musicalização precoce no desenvolvimento de inúmeras habilidades como a comunicação, a lógica e a socialização.
A musicalização faz parte da proposta pedagógica da maioria das escolas, mas mesmo assim muitos pais vem optando por matricular a criança em escolas especializadas. Isso porque nas escolas convencionais o foco principal é trabalhar os conteúdos de forma interdisciplinar e as aulas de música acabam adquirindo importância secundária, com atividades limitadas a datas comemorativas como o dia dos pais ou a festa junina, por exemplo.
A coordenadora pedagógica e professora de musicalização infantil da Music Center, em São Paulo, Argene Ivasco, explica que nas aulas de musicalização infantil, a música é a estratégia e o objetivo de qualquer atividade. Os profissionais são geralmente especializados em educação musical ou musicoterapia e por isso demonstram maior habilidade para fazer da música a principal fonte de estimulação da criança.
Ela ressalta que além de desenvolver muitas das funções cerebrais, a musicalização permite trabalhar as percepções e sensações da criança em relação a seu próprio mundo e ao desenvolvimento global. Ela pode atuar no desenvolvimento da percepção sensorial, na lateralidade, no ritmo, na memória auditiva, no desenvolvimento da fala, do controle motor, na criatividade e na sociabilidade.
Como funciona
O contato da criança com a música pode e deve ocorrer desde muito cedo, já a partir dos oito meses de idade. Até os três anos, as crianças participam das atividades acompanhadas dos pais ou responsáveis e as aulas são extremamente lúdicas e vivenciais, explica Eugene.
A partir dos três anos as atividades passam a acontecer em grupos e muitos alunos começam a desenvolver um vinculo mais estreito com a música. É neste momento que algumas crianças apresentam, mesmo de forma sutil, habilidades, interesses e talentos especiais voltados para um instrumento em particular. Mas somente por volta dos seis anos é que costuma-se recomendar aulas formais para o ensino de um só instrumento.
Além de todos os benefícios para o desenvolvimento da criança, as aulas costumam ser bastante divertidas e ainda permitem que pais e filhos compartilhem momentos de afeto e descontração.