Sono, fome, sede e cólica são alguns dos diversos motivos que podem estar por trás do choro do bebê. Segundo a enfermeira obstetriz Simone Rocco, que ministra cursos para gestantes em Curitiba, “é comum pais encontrarem algumas dificuldades para entender o bebê quando ele chora. É uma questão de tempo para observar e conhecer a criança”.
Segundo ela, o choro é parte do desenvolvimento. Até que aprenda a falar, o bebê chora para pedir algo ou mostrar o que está sentindo. “Ele pode chorar por algum desconforto, sensibilidade, dores nos dentes, manha, birra e até carência. O importante é tentar descobrir a causa e para isso é preciso calma e atenção dos pais”, orienta.
Simone explica que os pais podem aprender a identificar o choro pela expressão facial e sinais do corpo do bebê e que algumas características do choro também mostram quais as suas necessidades. Para isso, ela aponta alguns tipos de choro.
- choro de sono: é alto e é comum que ele passe as mãos nos olhos e fique irritado. Ocorre quando o bebê demonstra nervosismo e impaciência.
- choro por insegurança ou carência: esse costuma ser manhoso e é mais fácil de controlar. Os pais devem confortar o bebê e pegá-lo no colo.
- choro por fralda suja: normalmente é provocado pelo desconforto que o bebê sente pelo contato da urina e fezes com a pele. O bebê se retorce porque a pele fica irritada e arde.
- choro por fome: pode começar leve e ir aumentando até que o alimento apareça. A criança parece procurar pelo seio. Por isso, ofereça o peito ou a mamadeira.
- choro de cólica: típico durante os três primeiros meses. A criança contrai os músculos, as perninhas e faz cara de dor. Costuma aparecer no final do dia.
Caso os pais percebam que os motivos não estão ligados às necessidades básicas, é possível que a criança esteja com alguma dor. O ideal é recorrer ao pediatra para receber as devidas orientações.
De qualquer forma, os pais devem sempre acolher o bebê no momento do choro, pois isso o tornará um adulto seguro e tranqüilo.
Quando o choro não é emocional
Por volta dos nove meses a criança já é capaz de avaliar os efeitos do seu comportamento e começa a perceber que pode conseguir tudo pelo choro. “O bebê associa o choro à satisfação e tenta manipular os adultos quando acha necessário”, alerta Simone.
O bebê chora para ganhar colo, mamadeira e conseguir um brinquedo que não pode alcançar. “Os pais devem cuidar para não se deixarem levar pela insistência do bebê chorando, quando percebem que é desnecessário”, ressalta.
Simone orienta os pais a estarem atentos a alguns mitos que fazem com que eles atendam a todos os pedidos dos bebês quando choram. “Os pais podem ficar tranqüilos, pois o choro forte não abre o peito do bebê e chorar muito não o deixará sem ar.
Porém, mesmo sem sofrer as influências de um choro exagerado, devem cuidar do seu bebê. Erra quem pensa que o bebê que chora no berço deve continuar no berço para deixar de ser manhoso”, salienta.
Serviço: Curso para Gestantes. Ministrado pela enfermeira Simone Rocco. Informações: (41) 8819-6015 ou 3019-9070.