O óleo de cozinha usado para preparar frituras geralmente é descartado no ralo de pias e desce até o esgoto. Só que ao entrar em contato com a água, um litro desse óleo é capaz de contaminar até um milhão de litros do líquido, de acordo com os cálculos do engenheiro Alberto Luiz Coimbra, professor e pesquisador da UFRJ.
Um projeto de lei que está em tramitação na Assembléia Legislativa de São Paulo parece ter encontrado um meio de por fim a esse dano ambiental. De autoria do deputado André Soares (DEM), ele prevê a instalação obrigatória de tubulação específica para a dispensa desses óleos e outras gorduras produzidas na cozinha.
O texto diz que as empresas projetistas e as construtoras deverão incluir nos novos conjuntos ou edifícios residenciais essa tubulação específica, que despejaria os óleos e gorduras num reservatório específico.
Os dejetos então seriam reaproveitados e transformados em sabão, detergentes ou até mesmo empregados na produção do biodiesel.
Casas, bares, lanchonetes e restaurantes construídos após a publicação da lei teriam que se adequar, sendo obrigados a armazenar a gordura e os óleos em recipientes especiais e se comprometer com o transporte e a dispensa do material.
O projeto dá 120 dias para que os estabelecimentos e empresas da construção civil se adéqüem. Quem não respeitar as regras poderá ser multado. As multas variam ente 744 reais e 1488 reais.
No resto do país
Enquanto o projeto não serve de exemplo para as demais assembléias legislativas do país ou passe a vigorar como lei nacional, você mesma pode dar um fim mais honroso e ecológico para o óleo de cozinha usado para fazer os seus quitutes.
Ao invés de despejar pelo ralo o óleo que está na panela, armazene-o em garrafas PET ou vidros de conserva.
Esse material pode ser entregue em postos de coleta especiais. Muitas cidades oferecem um serviço público e gratuito de recolhimento do óleo de cozinha. Para saber se o seu município faz isso, entre em contato com a prefeitura e pergunte se existe na região um serviço semelhante.
Outra opção é levar os recipientes cheios de óleo até o supermercado. Grandes redes, como o Extra e o Pão de Açúcar, mantém postos de coleta desse material.
Faça você mesma
Se preferir, você mesma pode transformar o óleo em sabão. Além de ecológica, essa ação gera economia doméstica. Eis a receita:
Ingredientes
- 4 litros de óleo comestível usado
- 2 litros de água
- ½ copo de sabão em pó
- 1 kg de soda cáustica
- 5 ml de óleo aromático de erva-doce ou outro a gosto
A proporção pode ser mantida para fazer mais ou menos sabão, de acordo com a quantidade de óleo usado disponível.
Modo de preparo
Esquente a água. Separe meio litro e dissolva o sabão em pó nele. Dissolva a soda cáustica no restante da água. Adicione lentamente as duas soluções ao óleo e mexa por 20 minutos. Adicione a essência, misture um pouco e despeje em formas no formato desejado. Deixe esfriar e desenforme no dia seguinte. Os sabões estarão prontos.
Fonte: CONPET – Programa do Ministério de Minas e Energia Nacional, para a racionalização do uso dos derivados de petróleo e do gás natural
Um projeto de lei que está em tramitação na Assembléia Legislativa de São Paulo parece ter encontrado um meio de por fim a esse dano ambiental. De autoria do deputado André Soares (DEM), ele prevê a instalação obrigatória de tubulação específica para a dispensa desses óleos e outras gorduras produzidas na cozinha.
O texto diz que as empresas projetistas e as construtoras deverão incluir nos novos conjuntos ou edifícios residenciais essa tubulação específica, que despejaria os óleos e gorduras num reservatório específico.
Os dejetos então seriam reaproveitados e transformados em sabão, detergentes ou até mesmo empregados na produção do biodiesel.
Casas, bares, lanchonetes e restaurantes construídos após a publicação da lei teriam que se adequar, sendo obrigados a armazenar a gordura e os óleos em recipientes especiais e se comprometer com o transporte e a dispensa do material.
O projeto dá 120 dias para que os estabelecimentos e empresas da construção civil se adéqüem. Quem não respeitar as regras poderá ser multado. As multas variam ente 744 reais e 1488 reais.
No resto do país
Enquanto o projeto não serve de exemplo para as demais assembléias legislativas do país ou passe a vigorar como lei nacional, você mesma pode dar um fim mais honroso e ecológico para o óleo de cozinha usado para fazer os seus quitutes.
Ao invés de despejar pelo ralo o óleo que está na panela, armazene-o em garrafas PET ou vidros de conserva.
Esse material pode ser entregue em postos de coleta especiais. Muitas cidades oferecem um serviço público e gratuito de recolhimento do óleo de cozinha. Para saber se o seu município faz isso, entre em contato com a prefeitura e pergunte se existe na região um serviço semelhante.
Outra opção é levar os recipientes cheios de óleo até o supermercado. Grandes redes, como o Extra e o Pão de Açúcar, mantém postos de coleta desse material.
Faça você mesma
Se preferir, você mesma pode transformar o óleo em sabão. Além de ecológica, essa ação gera economia doméstica. Eis a receita:
Ingredientes
- 4 litros de óleo comestível usado
- 2 litros de água
- ½ copo de sabão em pó
- 1 kg de soda cáustica
- 5 ml de óleo aromático de erva-doce ou outro a gosto
A proporção pode ser mantida para fazer mais ou menos sabão, de acordo com a quantidade de óleo usado disponível.
Modo de preparo
Esquente a água. Separe meio litro e dissolva o sabão em pó nele. Dissolva a soda cáustica no restante da água. Adicione lentamente as duas soluções ao óleo e mexa por 20 minutos. Adicione a essência, misture um pouco e despeje em formas no formato desejado. Deixe esfriar e desenforme no dia seguinte. Os sabões estarão prontos.
Fonte: CONPET – Programa do Ministério de Minas e Energia Nacional, para a racionalização do uso dos derivados de petróleo e do gás natural

Parabéns ao Deputado André Soares pela iniciativa. Tomara que se torne lei também no resto do país.
concordo com a lei, mas para o pais todo. bem como a lei para a armazenagem da agua das chuvas em todas as edificaçoes. um abraço
Estou de pleno acordo com a lei que deverá ser votad pelos srs. deputados de São Paulo.Vou mais além, tomara que algum deputadoque tenha lucidez faça a lei que obriga aos condominios armazenarem agua das chuvas para uso interno do comdominio economizando desta forma o bem mais precioso que temos e que em breve teremos falta.
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