O vermelho é a cor do perigo. E na decoração, ela é o perigo em si. Quente, sensual, ligada à luxúria, ela tem o poder de enriquecer e tornar luxuoso um ambiente assim como pode deixá-lo cafona, não raro beirando o ridículo.
Justamente para evitar esse lado traiçoeiro, é importante decidir como e onde usá-lo e ainda saber escolher a tonalidade certa.
Os ambientes restritos, cujo uso está ligado ao descanso ou às atividades sociais, como bibliotecas e salas de estar, costumam aceitar muito bem o vermelho, principalmente quando ele co-existe com madeiras, vidros e o branco.
Já em uma sala de jantar ou mesmo em uma cozinha, a aplicação da cor em grandes extensões pode gerar desconforto. “É claro que uma sala de jantar toda vermelha pode ser luxuosíssima, mas isso só pode ser conquistado com muito estudo e planejamento”, pondera o arquiteto Ivan Wodzinsky.
Para a casa, o arquiteto ensina que o ideal é restringir o uso do vermelho aos objetos e algumas peças-chave do mobiliário, como luminárias, poltronas, mesas de centro ou laterais, cadeiras, vasos, obras de arte e, no máximo, um grande sofá em veludo. “Assim, e bem dosado, o vermelho fica chique”.
As tonalidades certas são as orientais, bem abertas, e as escuras. Aposte no vermelho china, cereja, tomate, sangue ou nos tons fechados, como o bordô e as misturas com marrom.
E sabe quais estilos são perfeitos para justificar seu uso? O contemporâneo e o oriental, claro!