A princípio, a cobertura criada pela arquiteta Clélia Regina Angelo para o terraço da Casa das Rosas, em São Paulo, sobreviveria o tempo que durasse a Casa Arte & Design Brasil, mostra internacional de arquitetura, decoração, design, paisagismo e arte, realizada no ano passado.
Acontece que os planos sempre mudam. E o setor do patrimônio histórico do Estado de São Paulo decidiu que a cobertura ficaria. Para sempre.
Com novo status de elemento arquitetônico aproveitado, a cobertura criada pela arquiteta segue protegendo do sol e das intempéries todo o terraço.
Feita em policarbonato transparente e estrutura de ferro com pintura automotiva na cor grafite, revestida de arabescos e pinho, a cobertura não compromete a fachada do imóvel projetado no final da década de 20 pelo arquiteto Ramos de Azevedo.
Vai lá
A Casa das Rosas seria habitada pela filha do arquiteto, mas Ramos não viveu para ver seu projeto finalizado – ele só foi concluído em 1928.
Construída numa área de 5.500 m2 em plena Avenida Paulista, a mansão em estilo francês neoclássico tem 30 cômodos, um vitral colorido no hall de entrada e quatro pavimentos (térreo, mansarda, primeiro andar e porão).
O jardim é o ponto de destaque, inspirado num dos jardins do Palácio de Versalhes. Nele, encontra-se o canteiro de roseiras que acabou dando nome à casa.
Desde 2004, ela abriga o Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura, cujo acervo inclui os 20 mil livros do acervo pessoal do poeta, tradutor e ensaísta. Nela também são realizadas exposições, peças de teatro, eventos musicais, cursos, palestras e lançamentos de livros.
Concluindo
Ah, sim. Outra herança deixada pela mostra é a rampa de acesso aos deficientes. Boa lembrança!