Elas sabem o que querem, ganham dinheiro (muitas vezes sustentam a casa), cuidam da casa, marido, filhos e ainda tem o corpinho no lugar. Este é o novo retrato das mulheres de 40.
Na linha de frente, famosas e anônimas desbancaram garotinhas e viraram o ícone de campanhas publicitárias que valorizam a beleza da idade. O que podemos concluir de tudo isso? Entrar na casa dos 40 é despertar para uma fase que pode ser ainda mais interessante que as outras.
Mas, claro que existem conflitos internos, mudança no corpo e na mente. Mas nada que não possa ser encarado com leveza e bom-humor. Leia abaixo a segunda parte da entrevista com a jornalista Andrea Franco, que lançou recentemente o livro “40, sim! E daí?”, um manual para quem entrou nos “enta”.
Meia Fina: Hoje em dia existe uma preocupação maior com a beleza e saúde, elas estão se cuidando mais?
Andrea Franco: Eu acredito que elas estão se cuidando mais hoje sim. Primeiro devido à entrada no mercado de trabalho, que proporciona poder aquisitivo. A independência financeira permite que ela possa cuidar mais de sua aparência, que é o seu cartão de visitas. Com uma carreira, há uma preocupação maior com a imagem. E aliado a isso há o avanço da medicina, novos procedimentos estéticos aparecem a cada dia e essa mulher acaba tendo acesso a recursos poderosos que podem proporcionar longevidade.
MF: Que novos hábitos de vida a mulher precisa incorporar nesta fase?
AF: Hábitos alimentares – segundo os médicos não há uma linha alimentar correta. O ideal é adaptar a dieta ao seu tipo físico e à sua realidade, mas existem princípios básicos de alimentação. Atenção a gorduras saturadas, carnes, leite e derivados, açúcar. Com relação às carnes, o ideal é o peixe. Caprichar na ingestão de frutas, legumes, verduras, hortaliças, alimentos integrais e soja, que é muito importante para a mulher, principalmente nessa fase. Introduzir alimentos novos e nutritivos como quinoa e sementes germinadas. Beber muita água.
Hábitos físicos – mover o corpo é fundamental. Mas deve ser um exercício que seja gostoso para a pessoa. Ioga, dança de salão, pilates, caminhadas, exercícios aeróbicos, algo que dê prazer para liberar mais endorfinas no organismo. Exercícios físicos regulares, pelo menos 30 minutos três vezes por semana, o que ajuda tanto no gasto energético, como na diminuição do estresse e melhora da qualidade do sono. Ter rotina para dormir, em lugar calmo, sem barulho. Não fazer refeições pesadas à noite, evitar exercícios noturnos, pois podem ser estimulantes. Tudo isso porque a mulher sofre mais de insônia do que o homem e este problema se agravar com a idade, e na menopausa chega a dobrar (em intensidade e freqüência). Evitar excesso de cafeína, pois pode em longo prazo, favorecer a osteoporose, além de propiciar a insônia.Tentar manter um peso adequado. Expor-se ao sol pelo menos 15 minutos ao dia é importante. Parar de fumar. Consultar médica com o clínico e o ginecologista anualmente para exames preventivos.
Hábitos Mentais – são tão ou mais importantes que os anteriores. Pensar coisas boas sobre si própria, os outros e as situações só geram mais saúde e bem-estar. Ioga e meditação são muito recomendadas. Manter sempre atividades sociais e de lazer. Exercitar a mente com leituras, trabalho, estudo. Ampliar as redes de contatos sociais. Auto-estima e amor-próprio valem muito, e principalmente nessa época da vida, que é de transição. Deixar de lado um pouco o bombardeio de informações da mídia sobre como deve ser um corpo belo e os padrões impostos. Isso gera estresse, insatisfação e ansiedade. Uma mulher é diferente da outra, um corpo é diferente do outro. Toda mulher deve saber que cada uma é única e tem sua beleza.
MF: Filhos pequenos também são uma realidade, já que muitas tendem a engravidar mais tarde. Como isso mudou o comportamento e a vida da mulher?
AF: Por causa da carreira, as mulheres estão adiando o sonho de ser mães. As mulheres de gerações anteriores eram mais precocemente voltadas à maternidade e criação dos filhos e só. Na verdade, a mulher, salvo raras exceções, nunca foi estimulada para a independência, ela teve que ir à luta para conquistar esse direito! O que mudou no comportamento da mulher com maternidade tardia é que é visível o desejo de conquistar uma estabilidade financeira, o seu espaço no mundo, além da realização pessoal. A importância de ir em busca de outra fonte de satisfação: a carreira. Isso demonstra que essa mulher não se sentirá realizada só com a maternidade, por isso acabam deixando para engravidar mais tarde. Acho que cabe aqui um lembrete: a gravidez aos 40 anos inspira muitos cuidados e os médicos advertem quanto aos riscos da gravidez tardia. Com os avanços da medicina atual, a mulher tem muito mais segurança; com uma boa assistência, com um bom acompanhamento pré-natal, as chances de sucesso são maiores. Mas mesmo assim pode haver complicações. A medicina está bastante avançada no sentido de diagnóstico precoce, para rastreamento de doenças genéticas. As mulheres que adiam a maternidade para os 40 anos devem estar bem conscientes de que é uma gravidez de risco e precisa seguir com rigor as orientações do obstetra com relação a consultas, exames complementares e alimentação.
MF: Qual a mensagem que o livro pretende deixar a elas?
AF: O objetivo do livro é estimular a auto-estima dessa mulher e promover saúde e bem-estar por meio de orientações de vários especialistas que indicam como viver em harmonia nessa idade.
As informações têm o intuito de indicar o caminho para a melhora da qualidade de vida e mostrar que essa etapa pode ser produtiva, enriquecedora e feliz. Que a mulher pode ser, sim, bonita e desejada também a partir dos 40 anos. E que a chegada dos “enta” não é nenhum bicho-de-sete-cabeças, nenhuma tragédia!
Leia a outra parte da entrrevista aqui: http://meiafina.pop.com.br/comportamento/news/556/

sou mais eu aos enta antes parecia invisivel
Pois é, de cabeça me sinto bem melhor do que quando tinha 15, já de barriga ...srsrsrrs. Vamos à academia???
Adorei esta reportagem, embora eu tenha 35 anos, quase 40, mais para falar a verdade, me sinto bem melhor hoje do que quando tinha os meus vinte e pouco, soiu mais segura de mim, decidida, e sei muito bem o que quero ainda mais a respieto dos homens.
ESTOU C/ 43 ANOS, ME SINTO MUITO MELHOR, + BONITA, + MULHER DO Q/ QUANDO TINHA 25 ANOS. O TEMPO PASSA E VC/ VAI C/ ELE. MARCIA.
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