Já falamos aqui sobre as descobertas da socióloga Mirian Goldenberg a respeito da infidelidade. Um estudo divulgado nos Estados Unidos traz um detalhe a mais para apimentar a discussão.
Segundo Christin Munsch, pesquisadora da Universidade de Cornell e autora do estudo, homens que ganham menos que suas mulheres são mais propensos a traí-las, especialmente se forem de origem latina.
Para ela, a traição pode ser uma forma de resgatar a identidade de gênero, ameaçada pela "superioridade" feminina na questão financeira. Em alguns subgrupos, como os hispânicos, a masculinidade é muito valorizada e está ligada ao sustento da família, ou seja, a figura do provedor.
Mas a polêmica não para por aí. O mesmo estudo indica que os homens cujas mulheres são mais dependentes, também são mais propensos a serem infiéis. Já as mulheres são 50% menos propensas a enganar seus companheiros, sejam quais forem as circunstâncias. Difícil, não?
O consolo pode estar em outro dado levantado pelo estudo: quanto maior o nível de educação, menor a probabilidade de traição. Por isso mulheres, bibliotecas, laboratórios, faculdades e conferências são os melhores locais para se encontrar um parceiro. É o que a própria pesquisadora sugere.

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