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Dupla saudável

por Redação Meia Fina

Se caminhar para nós é um dos exercícios mais indicados para manter a saúde e a boa-forma, para os cachorros não é muito diferente. Neles, a caminhada ajuda a prevenir a obesidade, a osteoartrite, doenças cardiovasculares, hepáticas ou até mesmo o diabetes.

Então, porque não unir o útil ao agradável e levar seu amigão para se exercitar com você?
 

Organize-se
Caminhar não é o mesmo que passear. Se você leva seu animal todos os dias para dar uma voltinha e fazer as necessidades fora de casa, ótimo! Isso também é importante para ele.

Mas, para que a caminhada seja considerada de fato uma atividade física, ela precisa ser feita em ritmo constante durante certo tempo. Paradinhas para o xixi ou para cheirar as plantinhas, neste caso precisam ser abolidas.

Escolha locais apropriados para a prática do esporte e dispense ruas irregulares, esburacadas ou movimentadas. Coloque como meta uma caminhada de trinta minutos, cinco vezes por semana, esta é a freqüência ideal.

Quanto aos horários, prefira sempre a manhã ou o final da tarde, para que seu cão não sofra queimaduras nas patas com o calor.
 

Check-up geral
Antes de começar, é aconselhável que tanto você como seu cão passem por uma avaliação médica. Segundo o médico ortopedista Fabio Ravaglia, é necessário que as pessoas façam um eletrocardiograma e um hemograma previamente, com atenção especial aos pacientes diabéticos ou hipertensos.

Já os cães também devem ir ao veterinário e de preferência realizar um eletrocardiograma, exame que mostrará a condição física do animal e ajudará você a definir o ritmo correto de passadas. Cães com mais de sete anos ou obesos precisam ser submetidos a uma avaliação mais criteriosa, para checar a existência de doenças como a displasia coxo-femural, problemas de coluna ou cardíacos.
 

Dicas úteis

  • Para mostrar ao cão a diferença entre passeio e caminhada adote comandos firmes. Nunca deixe de usar a guia ou a coleira. Além de manter a segurança do animal, ela permite que você conduza-o melhor.
  • Segure-a sempre com firmeza, do lado esquerdo do seu corpo. Guias extensoras devem ser usadas somente quando ele já estiver bem acostumado.
  • A respiração ofegante do animal e a resistência em continuar o trajeto devem ser sempre respeitadas. Porém, não associe o cansaço com a língua de fora. Os cães não transpiram como os humanos porque não possuem glândulas sudoríparas. Eles efetuam a perda de calor pela língua, pelo focinho e pelas “almofadinhas” das patas.
  • Para garantir o bem-estar do seu melhor amigo, é importante fazer com que ele beba água em pequenas quantidades e urine antes de começar a caminhada.
  • Recompense o cão após a caminhada com um petisco para condicionar o bom comportamento.

 

Dr. Fábio Ravaglia é presidente do Instituto Ortopedia & Saúde (organização não-governamental que tem a missão de difundir informações sobre saúde e prevenção), membro do corpo clínico externo dos hospitais Albert Einstein, Oswaldo Cruz e Santa Catarina; diretor-presidente da Arthros Clínica Ortopédica e membro titular da Academia de Medicina de São Paulo.
  


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