Se você está achando o inverno frio por aqui, então imagine como estão as temperaturas mais ao sul do nosso continente, na Patagônia por exemplo. Lá, e em outras zonas costeiras da Argentina, Chile e Ilhas Malvinas, vivem milhares de colônias de Pinguins. São os chamados Pinguins-de-Magalhães, da espécie Spheniscus magellanicus.
Todos os anos, entre maio e setembro, alguns deles migram em busca de comida e águas mais quentinhas, vindo desembarcar em praias brasileiras, principalmente no litoral sul do país. Mas, curiosamente, este ano a situação foi bem diferente. Centenas de aves foram encontradas não só no Rio Grande do Sul, mas também em São Paulo, Espírito Santo, Bahia e, pasmem, até em Sergipe!
Segundo especialistas, o número de aves acima do normal se deve principalmente ao fenômeno climático conhecido por “La Niña”, que esfria ainda mais as águas, influencia as correntes marinhas e os ventos.
Pinguins que chegam até nossas praias nadaram entre três e cinco mil quilômetros. Estão exaustos, estressados e geralmente doentes por causa do grande deslocamento. Muitos, inclusive, infelizmente já chegam mortos na praia.

Quando um animal exótico como este aparece, todo mundo quer ver, pegar ou tentar ajudar de alguma forma. Mas atenção, é preciso muito cuidado. Seguindo a ordem lógica, a maioria das pessoas procura deixar o pinguim em um local resfriado, exatamente o que não deve ser feito neste momento. Como estão desnutridos e com hipotermia, eles precisam de aquecimento.
A maneira mais correta de ajudar é entrar em contato imediatamente com o IBAMA da sua cidade, centros capacitados ou, em último caso, com o corpo de bombeiros. Enquanto aguarda, o animal deve ser mantido em temperatura ambiente, em local seco e protegido.
Ao serem resgatados, os pinguins ficam em reabilitação por dois ou três meses, quando então são liberados e levados de volta para seu habitat natural.
Para onde ligar:
Bahia
Pat Ecosmar – Porto Seguro
Tel: (73) 3679-2234
Espírito Santo
Instituto Orca – Vila Velha
Tel: (27) 3329-4208
Paraná
Cem – Centro de Estudos do Mar da UFPR – Pontal do Sul
Tel: (041) 3455-1333
Rio de Janeiro
Zoonit (Fundação Jardim Zoológico de Niterói)
Tel: (21) 2721-7069 / 2625-6024
Rio Grande do Sul
Centro de reabilitação de animais marinhos da FURG – Rio Grande
Tel: (53) 3231-3496 / 3232-9107
Ceclimar – Centro de Estudos Costeiros, Limnológicos e Marinhos – Imbé
Tel: (51) 3627-1309 / 3627-5384
São Paulo
Aquário Municipal de Santos
Tel: (13) 236-9996
Aquário do Guarujá
Tel: (13) 3351-8867