Ferrets são animaizinhos simplesmente perfeitos para nos fazer companhia. Mania entre os americanos e os europeus, por que será que no Brasil ainda vemos tão poucos deles?
A resposta é simples. Encontrá-los à venda por aqui não é tarefa fácil, especialmente porque o IBAMA regulamenta sua posse.
Aí você pergunta: mas eles estão ameaçados de extinção?
Nada disso! O que acontece é que estão proibidas a reprodução e criação de espécies que não são nativas. Em outras palavras, quem quiser ter um ferret precisa importá-lo, inclusive com atestado de castração e microchip para não serem perdidos de vista!
Mas todo esse trabalho vale à pena. Pequeninos, calmos, dóceis e brincalhões, eles são animais de estimação excelentes. Apegam-se aos seus donos, aprendem muitas coisas e acredite, até passeiam de coleira!
Quem são eles
Mustela putorius furo, muito prazer!
Pode até parecer, mas os ferrets não são roedores como as chinchilas e os coelhinhos. Eles pertencem a uma família de mamíferos carnívoros chamada de Mustelídeos, da qual também fazem parte os furões, texugos, lontras e doninhas.
Aliás, as doninhas talvez sejam seus parentes selvagens mais próximos, já que os ferrets são domesticados pelo homem desde a antiguidade. Há registros dos pequenos em textos gregos e até em hieróglifos egípcios.
Como cuidar em casa
Não é seguro deixar esses bichinhos soltos quando não estamos com olho vivo neles. É encrenca na certa! Além disso, eles mesmos gostam de ter seu cantinho onde se sintam seguros.
Escolha uma gaiola grande (quanto maior, melhor), com lugares determinados para a bandeja sanitária, os potinhos de comida e a cama. É mais higiênico e eles gostam.
A caminha é um acessório à parte. Existem modelos próprios, como redes e cabanas engraçadas. Mantas, tecidos molinhos e confortáveis também podem ser usados.

Exemplos de gaiolas e caminhas que podem ser encontrados à venda.
Durante passeios e brincadeiras, muita atenção aos buracos, entradas aparentemente inacessíveis, ralos, vasos sanitários e portas abertas.
Banhos podem ser dados conforme a necessidade, mas nunca mais de uma vez por semana. Alguns deles gostam bastante de água inclusive. Xampus devem ser especiais para ferrets (ou pelo menos para gatos, nunca para cachorros) e a água deve estar morninha. A cada dez ou quinze dias, as unhas precisam ser cortadas. O processo pode ser feito com cortadores especiais ou comuns, pelo próprio dono, mas tomando cuidado para não cortar muito próximo à raiz.
As rações também devem ser próprias para ferrets e podem ser encontradas em bons pet-shops. Como eles são carnívoros, elas possuem uma quantidade maior de proteínas. Deixe o potinho sempre cheio, pois eles fazem várias pequenas refeições por dia. Para a água, recomendam-se bebedores especiais, aqueles que ficam acoplados do lado de fora da gaiola, para que não sejam derrubados e façam uma bagunça enorme.
O esquema de vacinação deve ser rigorosamente seguido junto ao veterinário. As principais vacinas são contra a cinomose e a raiva, e precisam ser reaplicadas anualmente. Mas atenção: as doses não são as mesmas polivalentes para cães e gatos. Jamais passeie com seu ferret fora de casa, caso a vacinação não esteja em dia!
Um fato curioso é que esses animais são suscetíveis à gripe humana. Donos doentes devem evitar contato direto com seus animaizinhos.