Uma gatinha que está no cio não sangra como uma fêmea canina. Mas isso não significa que seus donos terão vida fácil.
Quando estão na fase fértil, elas mudam bastante de comportamento e, falando honestamente, podem acabar dando bem mais trabalho.
Loucas para fugir
Com exceção das fêmeas de pêlo longo, como persas e angorás, que são mais calmas, as gatas quando entram no cio só têm um objetivo: acasalar.
Elas ficam agitadas, se esfregam em móveis e objetos, correm pela casa, miam alto e sem parar. O odor liberado por seus hormônios é capaz de atrair diversos machos da vizinhança e, mesmo estando presa dentro de casa, ela vai dar um jeitinho de escapar.
Um ciclo irregular
Para complicar ainda mais a situação, as gatas não apresentam um cio regular como o das cachorras, uma vez a cada seis meses.
Os felinos são animais poliéstricos, isto é, podem apresentar diversos ciclos de cios durante um período. A variação e a quantidade são determinadas por diversos fatores, mas os principais são o calor e a duração dos dias. Na primavera ou no verão, uma gata pode ficar fértil a cada 20 dias, já nas estações mais frias, a cada três meses. Se pensarmos que cada um dos cios dura de três a quinze dias, em algumas épocas ela vai parecer estar nessa situação constantemente!
A solução
Se você não deseja que sua fêmea tenha filhotes sem parar, nem quer se preocupar com fugas ou gatos que ficarão rondando sua casa, não há outra alternativa senão a castração.
A castração é extremamente recomendada pelos veterinários, pois além de impedir esses inconvenientes, previne infecções e tumores no útero, nos ovários e o câncer de mama. A cirurgia é simples e pode ser feita em gatas jovens, mesmo antes do primeiro cio.